Mundo em constante transformação exige alunos curiosos e criativos

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Aprender continuamente e ser capaz de se reinventar são competências essenciais em cenários de incerteza

Atualmente, com a revolução tecnológica e as rápidas transformações que acontecem na sociedade, os conhecimentos essenciais ao mundo de trabalho têm se tornado obsoletos numa velocidade muito grande. Nesse contexto, a preparação dos alunos para os desafios futuros deve incluir o desenvolvimento de habilidades socioemocionais e a capacidade de aprender a aprender.

“Nós não sabemos como serão as profissões daqui a dez ou vinte anos, mas trabalhamos para que nossos alunos estejam prontos para enfrentar esse cenário de incerteza e de grandes mudanças. Isso inclui a necessidade de terem a mente aberta e competências como criatividade, empatia e cooperação”, diz Kazuko Yamauchi, diretora da Escola Roberto Norio. “Lidar com o erro e a frustração também são questões importantes para terem resiliência e autoconfiança, assim como independência e autonomia se mostram determinantes para serem capazes de escolher o seu caminho”, acrescenta.

De acordo com ela, é fundamental haver harmonia nos três alicerces — físico, mental e emocional — para garantir o desenvolvimento integral dos alunos. “A educação não se completa sem uma dessas partes”, afirma. Esses três aspectos também formam a base para se conseguir aguçar a curiosidade dos estudantes, outra característica indispensável para o aprendizado constante e para poder se reinventar.

“A criança já é curiosa e criativa naturalmente. Mas, muitas vezes e até sem querer, os adultos bloqueiam isso. Cabe à escola alimentar essa curiosidade e a emoção da descoberta. Por exemplo, não dando as coisas muito mastigadas para os alunos e os estimulando a fazer perguntas. Cada um vai ter uma pergunta diferente, e esse processo é muito rico”, destaca a diretora.

Outra maneira de incentivar a criatividade é proporcionar momentos livres em que a criança pode ficar à vontade para criar objetos e brinquedos. Na Roberto Norio, isso acontece no espaço maker, onde os estudantes têm à disposição materiais diversos, como papéis, tintas e sucata.

A diretora cita ainda as aulas de robótica, em que os alunos utilizam blocos de montagem, como lego, para fazer construções, como um robô ou qualquer outro objeto. Os estudantes são divididos em grupos, e cada um é responsável por uma parte do processo — procurar as peças, montar, liderar etc — para executar a tarefa. No momento seguinte, há um rodízio de funções. Quem estava liderando vai participar da montagem, por exemplo, para que todos passem pelas diversas experiências. Nesse processo também são desenvolvidas habilidades como organização, planejamento, negociação com os colegas, cooperação e respeito.

“Cada aula tem uma proposta diferente, de acordo com a idade do grupo. Se a ideia é montar um pato que mora na África e tem alguma característica diferente, por exemplo, as crianças precisarão discutir se ele vai andar, se vai voar e o que vão fazer para isso”, conta.

Para ela, a curiosidade é o segredo para se preparar para um mundo em constante mudança. “Por meio da curiosidade surge o interesse, que leva à descoberta. E a alegria da descoberta é a chave de toda a aprendizagem”, resume a diretora.

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