Convivência harmoniosa requer empatia e respeito ao espaço do outro

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Na quarentena, pais e filhos devem exercitar a generosidade, pensar no coletivo e se ajudarem mutuamente para criar um ambiente saudável para toda a família 

A crise de saúde e a insegurança no contexto da pandemia do novo coronavírus, combinadas com o convívio intenso em casa, podem levar a alguns desentendimentos familiares. Para garantir um ambiente equilibrado e relações harmoniosas, os pais devem mostrar às crianças a importância da empatia e do respeito ao espaço do outro.

“Eles podem fazer isso dando os exemplos e ensinando que devemos agir sempre com generosidade e saber reconhecer e retribuir o que recebemos de bom”, diz Clarissa Ikemori, educadora física e integrante da direção da Escola Roberto Norio. 

Para pais e filhos conviverem de forma harmônica durante a quarentena, também é essencial que todos se ajudem. “Uma das maneiras é dividindo as tarefas domésticas para não sobrecarregar ninguém. Se os pais cozinham, por exemplo, as crianças podem se revezar para lavar a louça do almoço e do jantar. E cada um pode cuidar da limpeza do seu quarto”, afirma Clarissa.

De acordo com ela, a tolerância deve vir tanto da parte de quem solicita algo, ao respeitar o tempo da outra pessoa em realizar o que foi pedido, como de quem vai fazer algo, ao tentar perceber se não está incomodando os outros. “É necessário tentar chegar a um acordo. Por exemplo, se você pede para alguém lavar a louça, talvez a pessoa não precise fazer isso naquele momento, pois cada um tem o seu ritmo e a pessoa também pode estar em outra atividade. Por outro lado, quando alguém te pede algo, você também deve perceber a urgência e se não irá atrapalhar o andamento das coisas se deixar para depois.” 

Clarissa aponta que tomar esses pequenos cuidados vale a pena para garantir qualidade no convívio com a família. “Todo mundo se ajudando e contribuindo para o bem-estar coletivo cria um ambiente emocionalmente saudável e permite que a gente passe por essa fase com mais tranquilidade”, finaliza.

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