Escola Roberto Norio oferece curso de cultura maker

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Atividade, que desenvolve competências como criatividade e autonomia, também é aberta a ex-alunos e estudantes de outras escolas

A cultura maker, que valoriza atividades “mão na massa”, em que é possível construir ou modificar objetos utilizando materiais diversos, favorece o desenvolvimento de uma série de competências e habilidades cognitivas e socioemocionais.

Atenta a esses benefícios, a Escola Roberto Norio oferece um curso de cultura maker, destinado a crianças a partir de 10 anos de idade e aberto a ex-alunos e estudantes de outras escolas. Ele acontece uma vez por semana e tem uma hora e meia de duração.

“Desenvolvemos diversos projetos. Estamos montando, por exemplo, uma luminária, usando um pote de vidro com gel colorido. Vamos colocar pequenas lâmpadas de led acopladas ao vidro e um dispositivo para ligar e desligar”, conta o professor Rodolfo Kimura, que leciona tecnologia e robótica na escola. “Vamos fazer também um jogo de tabuleiro totalmente personalizado”.

De acordo com Kimura, essas atividades trabalham a criatividade, a capacidade de solucionar problemas, o desenvolvimento de novas habilidades e a independência para pensar em projetos. “Se a criança tem a ideia de construir algo, ela pode fazer por conta própria, em vez de pedir para os pais comprarem. Acaba sendo um aprendizado muito importante”, afirma.

O conceito de cultura maker está presente também em outras atividades e propostas da escola. Os alunos podem frequentar livremente um local aberto, uma espécie de espaço maker, onde são disponibilizados diversos materiais, como cartolina, diferentes tipos de papel, tinta, sucata (como caixas de leite, embalagens etc), tesoura, cola e durex, para construírem objetos e brinquedos.

Os estudantes também têm aulas de robótica e tecnologia. As turmas mais novas, do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental, aprendem informática, como fazer pesquisa na internet e regras de segurança. Também são usados blocos de montagem, como lego, para fazer construções mecânicas e carrinhos.

No 4º e no 5º ano, os alunos já começam a manipular componentes eletrônicos, como bateria, led e pequenos motores, que se juntam a estruturas de lego. “Já fizemos uma lanterna, um ventiladorzinho e até um elevador de três metros de altura usando knex”, conta o professor.

“Um aspecto interessante é que as crianças mais novas constroem os brinquedos a partir de instruções. Mas, para os mais velhos, do 4º e 5º anos, só lançamos a ideia e o que eles têm de fazer. Eu mostro, por exemplo, uma imagem real, uma fotografia, e a partir disso cada um vai criar o seu projeto. Surgem coisas bem interessantes e diferentes”, conta Kimura.

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